Tratamento de desvios posturais por meio de exercícios físicos
- 4 de abr. de 2019
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Nossa coluna possui algumas curvaturas que são fisiológicas, ou seja, são naturais. Essas curvas são denominadas como cifose e lordose, sendo que apresentamos uma lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e uma cifose coccígea.
Quando há alterações nessas curvas denominamos de hiperlordose ou hipercifose, que representam um aumento exagerado. Esses desvios são mais comuns na hipercifose da região torácica e na hiperlordose da região lombar. Também podem ocorrer casos de hipercifose cervical (onde a curva fisiológica se inverte) e também a retificação das curvaturas fisiológicas, que nada mais é do que a ausência da curva fisiológica.
Outro desvio bastante conhecido é a escoliose, que é um desvio lateral das vértebras.
Atualmente, a maioria das causas de desvios posturais está ligada aos maus hábitos posturais ou de causa idiopática. Assim, praticar exercícios regularmente pode ser uma boa ferramenta não só para tratar, como também para prevenir esses desvios.
Os Tipos de Desvios Posturais
Hiperlordose
Comumente, este desvio gera uma anteversão pélvica, fazendo com que além do aumento da curva, haja uma compressão dos discos lombares que, em estado extremo e com a sobrecarga diária, pode vir a causar um quadro de hérnia de disco.
A fraqueza da musculatura abdominal e a contração de determinados grupos musculares de modo incorreto também podem gerar a acentuação da curvatura lombar e compressão discal. Gestantes e pessoas obesas podem ter hiperlordose lombar devido ao deslocamento do centro de gravidade.
Essa curva acentuada (para frente) pode surgir no corpo como uma forma de compensação dessa maior massa abdominal. A hiperlordose pode aparecer também na coluna cervical, e quem sofre desse tipo de desvio sofre muitas dores na região acometida, podendo também desenvolver hérnia de disco devido a sobrecarga nos discos intervertebrais.
Hipercifose
A principal causa desse desvio são as posturas incorretas durante as atividades diárias.
Esse mau posicionamento adotado por período prolongado também favorece o desequilíbrio muscular, encurtando e aumentando de modo não saudável o tônus da musculatura da região peitoral (dando a aparência de corcunda) e a longo prazo dos músculos cervicais.
Essa curvatura não normal também pode ocorrer na região cervical. E em relação às vértebras, pode ocasionar compressão discal anterior, o que também resulta em grande quadro de dor.
Escoliose
Provoca o desgaste dos ossos e discos intervertebrais resultando em deformidades visíveis na coluna vertebral.
Quando relacionados a maus hábitos, esse desvio postural se justifica como forma de compensação quando distribuímos o peso do nosso corpo de modo não uniforme por tempo prolongado. Seja sentado, parado em pé, ou executando por muito tempo a mesma tarefa somente com um dos lados do corpo (o que ocorre muito em esportes unilaterais como o tênis).
Nessa patologia, de modo simplista, um dos lados (o côncavo) sofre uma espécie de estiramento muscular, se tornando mais alongado e mais fraco. Já o outro lado da coluna, também alterado (o convexo), se torna encurtado e de modo negativo mais “forte”. Esse desequilíbrio muscular associado à má postura causam o aumento desse desvio e as dores na coluna.
Os Benefícios da Prática de Exercícios Físicos no Tratamento dos Desvios Posturais
O sedentarismo tem uma intima ligação com a má postura, tanto no trabalho como em momentos de lazer, ao assistir televisão, por exemplo, e até mesmo estende-se para os momentos de refeições e de sono.
Ou seja, a cada ciclo de 24h, o homem moderno causa mais estragos do que benefícios para o maquinário que o mantém no seu trabalho, nos momentos de lazer e de sono: o seu próprio corpo.
Porém, nem tudo está perdido. O exercício físico, além de trazer diversas adaptações fisiológicas como: melhora do volume de oxigênio, volume de ejeção (melhorando a eficiência do coração) melhora do sono, do humor (devido a liberações e regulações hormonais), também proporciona adaptações musculares e neurais como: força, potência, resistência, consciência corporal, equilíbrio, etc.
Temos na prática de exercício físico regular um importante meio de tratar e prevenir diversas patologias, incluindo os desvios posturais.
Antigamente, era comum pensar que esses desvios posturais só poderiam ser tratados com sessões de fisioterapia, embora sejam extremamente necessárias.
Vale ressaltar que não deve ser uma solução adotada em longo prazo (ao contrário do exercício), uma vez que a fisioterapia possui função de reabilitar o sujeito. Assim, ele poderá voltar minimamente às atividades diárias. O exercício físico tem o papel de auxiliar a fisioterapia fazendo com que haja uma melhora significativa no quadro do desvio postural. Contudo, ambas se completam.
O exercício físico faz com que o indivíduo, além de executar o treino de modo correto no que diz respeito aos aspectos biomecânicos, reflita, repense e mude seus hábitos, por isso a importância da prática regular de exercícios. Logo, o aluno se beneficiará das adaptações do treino e mudará seus hábitos, proporcionando uma melhora no longo prazo.
Fonte: blogeducacaofisica.com.br




























































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