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60 minutos de atividade física por semana reduzem em até 30% o risco de mortalidade

Um estudo publicado no jornal acadêmico JAMA Internal Medicine revelou que a prática de exercícios é benéfica mesmo em pequenas doses.

Comandado por Gary O’Donovan, da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, a pesquisa durou 18 anos e revelou que pessoas que malham uma ou duas vezes por semana tem a taxa de mortalidade 30% menor, em comparação a indivíduos sedentários. Os participantes foram submetidos a 150 minutos de atividade física por semana, que variava entre dificuldades moderadas e fortes.

Resultados parecidos foram obtidos entre o grupo de pessoas que praticava apenas 60 minutos de esporte semanalmente. A taxa de mortalidade foi 31% menor do que a dos sedentários.

Já para aqueles que se exercitavam três ou mais vezes na semana - com atividades longas e mais leves, somando 450 minutos semanais -, o mesmo índice chegou a 35%. Nesses casos, o número envolvia todos os fatores que podem levar ao aumento da mortalidade. "Esse estudo é importante porque leva em conta o tempo total dos exercícios, ao invés da frequência em que são feitos", afirma o co-autor I-Min Lee, epidemologista de Harvard. Isso permite com que as pessoas façam esporte só nos finais de semana, por exemplo, mesmo que seja menos recomendado que atividades regulares.

Mais de 63 mil adultos britânicos e escoceses com média de 58 anos de idade participaram das análises. "Nos surpreendemos que os riscos de morte por problemas cardiovasculares ou câncer eram menores mesmo entre os que se exercitavam pouco", admite O'Donovan. "Interessantemente, também descobrimos que esses benefícios são os mesmos para homens e mulheres".

Em 2018, Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que um a cada quatro adultos é sedentário, essa informação aumenta entre os adolescentes, uma vez que quatro a cada cinco indivíduos não pratica esporte algum. No Brasil, esse quadro também é preocupante: o Ministério da Saúde apontou que 62% não se exercita.

Ainda neste ano, a OMS se comprometeu a diminuir a falta de atividade física no mundo em 15%, até 2030, uma vez que o risco de infarto, acidente vascular cerebral e de alguns tipos de câncer aumenta para aqueles que não se exercitam. Além disso, esse dado influencia altamente nos gastos com a saúde. 54 bilhões de dólares são investidos anualmente para cuidar de problemas que poderiam ser resolvidos com a prática de atividade física regular.

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

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